"QUEM TEM CRISTO COMO COMANDANTE, NAVEGA SEMPRE EM ÁGUAS TRANQUILAS"

sábado, 12 de março de 2011

Como cortar as unhas?



       Pega-se no canário e segurando-o firmemente, olham-se as unhas contra a luz. Ver-se-á que existe uma pequena veia dentro da unha. Localizando esta veia corta-se a uns 2 a 3 mm abaixo da veia. Tem que se ter o cuidado para não cortar este vaso sanguineo, pois poderá causar infecções ou até a morte do canário através de hemorragia. Caso acidentalmente isto ocorra cauterize o local com um palito de fósforo ainda quente, com uma faca ou coloque uma solução cicatrizante.

Saiba identificar a diferença entre o macho e a fêmea

A fêmea possui a cloaca mais arredondada
O macho possui a cloaca ponte aguda


       A visualização se torna mais facil na epoca de cria quando os canarios estão prontos para se acasalarem.
      Outra diferença é que a fêmea não canta e o macho canta.

Nomenclatura da estrutura de penas do canario

Conheça as penas dos canarios

Nomenclatura dos ossos do Canário

Conheça os órgãos internos do canário

A canaricultura para novatos

iNÍCIO - comece a atividade com apenas três casais de canários-belgas e com a finalidade da criação definida. Se, por exemplo, a intenção for participar de concursos e exposições, é indicado escolher pássaros com cores predeterminadas. No entanto, seja qual for o interesse pela criação, os canários devem ser saudáveis, jovens, com plumagem brilhante, pés sem inchaço e respiração silenciosa. Uma gaiola para cada casal é o suficiente, mas é bom adquirir mais unidades de reserva para os futuros filhotes.


AMBIENTE - o local de criação precisa ser bem arejado e contar com boa incidência de luz. Recomenda-se manter a temperatura em torno de 25 graus e a umidade relativa do ar a 60%.


GAIOLAS - as medidas adequadas para as gaiolas são 80 x 50 x 60 centímetros. Os modelos retangulares, com mais espaço, são os mais indicados. Devem possuir suportes do lado de fora para encaixar bebedouros e comedouros. Do lado de dentro, devem ter uma grade vertical removível, para separar o macho da fêmea fora do período de cruzamento. É importante que o piso seja uma grade sobressalente sob uma bandeja, que pode ser forrada com papel absorvente ou com folhas de jornal, o que torna a limpeza mais prática.


ACESSÓRIOS - os poleiros devem ser de madeira, com ranhuras e elípticos, com dez a 12 milímetros de diâmetro e ligeiramente achatados. Para os bebedouros e comedouros, escolha os do tipo meia-lua. Utilize três comedouros, pois os canários fazem três refeições diferentes durante o dia. Evite o acúmulo de sujeira nos bebedouros com lavagem diária, utilizando bucha e água corrente.


HIGIENE - As tarefas No canaril devem se constituir em uma rotina a ser seguida pelo responsável pelo tratamento das aves. As seguintes operações devem ser realizadas:
  • A água deve ser trocada e as sementes sopradas e renovadas diariamente. A prática de se misturar sementes de várias gaiolas é absolutamente contra indicada, pois contribui para a disseminação de doenças.
  • A cada três dias o forro de papel das bandejas deve ser trocado. Alguns criadores colocam várias folhas de  forro e vão retirando uma por dia; essa prática não funciona quando é oferecido água de banho para os canários, pois as folhas de baixo acabam ficando molhadas. Já existem folhas de forro absorventes nas lojas especializadas e associações, porém podem ser usadas folhas de jornal para este fim.
  • Quinzenalmente as grades e os poleiros devem ser escovados, raspados e lavados preferencialmente em uma solução constituída por 1 litro de água sanitária e 4 litros de água comum. Esta solução pode também ser utilizada na lavagem dos bebedouros (também quinzenalmente) e comedouros (mensalmente).
  • A colocação de banheiras para a higienização dos pássaros é muito importante e deve ser feita pelo menos por três vezes na semana.
  • Os banhos de sol são importantes para a fixação das vitaminas e minerais. Neste aspecto convém expor as aves ao sol da manhã, por períodos não muito prolongados (de 15 a 30 minutos), pelo menos uma vez por semana.


ALIMENTAÇÃO - para alimentar o canário-belga não há muito segredo. Ovo cozido, couve, almeirão, alpiste e também ração balanceada podem ser oferecidos na primeira fase da vida. Ração especial para os filhotes pode ser encontrada no varejo. Abasteça os comedouros para que os pais mastiguem e, em seguida, regurgitem essa pasta na garganta dos passarinhos.


REPRODUÇÃO - A reprodução dos canários acontece no período dos meses de agosto a dezembro. Normalmente faz-se o acasalamento na segunda quinzena de julho para que, no início de agosto, já possam ser realizadas as primeiras posturas. 
Para a reprodução, devem ser observados os seguintes itens:
  • É de todo conveniente que a escolha dos casais seja feita com critérios, isto é, que se saiba o filhote que se está buscando. Seja pela cor, pelo porte ou canto.
  • O futuro casal deve estar pronto para a empreitada. Batem muito suas asas, piam chamando o sexo oposto e as fêmeas apresentam um inchação bastante saliente próximo da cloaca.  
  • Para o acasalamento, macho e fêmea devem ser mantidos separados pela divisória da gaiola até que se note trocando comida pela grade. Estarão prontos para se juntarem sem brigas. 
  • O ninho adequado é aquele em formato de taça, com forro de espuma ou flanela. O uso de forros de carpete pode ocasionar acidentes com os filhotes ou mesmo com a canária, pois suas unhas poderão se prender às fibras. Deve ser oferecido ao casal material para acolchoar o ninho tipo fios de saco de aniagem com 5 cm de comprimento ou mesmo algodão desfiado. 
  • A postura dos ovos se dá sempre nas primeiras horas da manhã, período no qual a fêmea necessita de muito sossego, evitando-se que ela tenha dificuldade na postura ou abandone o ninho. Após a postura de cada ovo, devemos retira-lo, guardando-o num recipiente com algodão e substituindo-o por um ovo de plástico (indez). Quando o último ovo é posto, reconhecido por sua cor esverdeada escura (a postura normal é de quatro a seis ovos), retornam-se os primeiros ovos. Isto garantirá o nascimento dos filhotes no mesmo dia, fazendo com que sejam do mesmo tamanho e cresçam uniformemente, evitando-se a perda dos menores.
  • A incubação ou choco dura em média de 13 a 14 dias. 
  • Após 7 dias de incubação pode-se saber se os ovos estão fecundados fazendo-se sua observação contra uma luz forte, pois apresentarão pontos escuros em seu interior.
  • Até o nascimento dos filhotes, a canária deve ter banho à sua disposição, permitindo um aumento da taxa de umidade do ninho, facilitando o nascimento dos filhotes na árdua missão de quebrarem a casca dos ovos.
  • Entre 5 e 7 dias de idade, os filhotes devem ser anilhados conforme apresentamos na figura. É uma operação delicada que deve ser feita por pessoa experiente. 
  • De maneira geral as canárias são boas mães, não necessitando de quaisquer outros cuidados. É suficiente o fornecimento da alimentação rica e abundante, sobretudo farinhada amassada com gema de ovos (cozidos por mais de 20 minutos e na proporção de três colheres de sobremesa de farinhada para cada gema), . Entretanto se uma canária choca mal ou não trata dos filhotes, o que acontece entre aves de raça, podem ser empregadas canárias comuns (pintadas) no papel de amas-secas para esta tarefa. Filhotes rejeitados pelas mães podem ser transferidos para outro casal aproximadamente da mesma idade.
  • Pouco tempo após os filhotes abandonarem o ninho, a canária inicia um novo ciclo reprodutivo. Neste ponto, convém colocar a divisória da gaiola, separando os filhotes do casal. Esta medida permite que os filhotes continuem sendo alimentados pela grade até sua emancipação total e, por outro lado, impede que a canária arranque penas dos filhotes para forrar o novo ninho. Normalmente os filhotes podem ser separados em definitivo dos pais com 28 dias. Observe-os bem nos primeiros dias de separação verificando se conseguem alimentarem-se sozinhos.
  • Uma canária não deve incubar mais de quatro ninhadas por ano, mas com o auxilio de amas poderá realizar até seis posturas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

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Calendario do Criador

Tarefas dos CANARICULTORES ao longo dos meses de um ano.
Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem  de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.
Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar,  teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitas. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros devem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado. 
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!