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quarta-feira, 16 de março de 2011

Apanhado de problemas na criação

José Giordano Penteado
Revista UCCC - Julho 2001

     Mais uma época de cria se inicia, e os dissabores vão surgindo na medida em que esperamos os filhotes, sadios dos casais que gostaríamos criar.
     Mas nem sempre o que desejamos acontece, então resolvemos listar uma série de problemas mais corriqueiras, lembrando sempre que é melhor prevenir do que remediar; consulte um médico veterinário para orienta-lo melhor sobre as doenças que pode existir, ou melhor, a quelas que não queremos ver.
     Uma boa higienização ajuda na maioria dos problemas existentes durante a criação. Durante o período que acontece a criação dos problemas existentes durante a criação desenvolvimento sexual pela mudança da hora-luz do dia, o metabolismo completo das aves é alterado para prover os nutrientes necessários para a formação de óvulos e espermas. Condições de luminosidade insuficiente podem afetar a fertilidade. Temperaturas extremas também afetam a fertilidade, e de forma indireta ao condicionar o consumo alimentar e reproduzir a freqüência de gala.

FERTILIDADE DAS REPRODUTORAS / NASCIMENTO:

     A preocupação é sempre o número de filhotes viáveis a partir dos ovos que as fêmeas colocam para chocar. Isso pode significar o êxito e o fracasso de nosso trabalho anual. Esse processo biológico da reprodução é complexo que pode ser afetado por uma fertilidade temporária ou por uma alimentação inadequada ocorrida há três meses. 

PROBLEMAS CAUSAS ATITUDES A TOMAR

1) Ovos claros (inférteis)
a) Macho não esta pronto
- Deixar o macho sozinho até cantar forte e solto.
b) Má nutrição do macho
- Nutrir os machos separados das fêmeas, e usar uma dose de vitaminas E.
c) Problemas de briga com fêmea no acasalamento
- Colocar lado a lado para namoro, antes do acasalamento.
d) Macho não esta pronto ainda 
- Revisar o local onde abrigou o macho; deve ser claro por no mínimo 12 horas.
e) Macho muito velho
- Trocar os mais velhos por novos.
f) Macho estéril
- Trocar o macho.
g) Tempo de guarda dos ovos antes de por para chocar
- Não armazenar ovos por mais de 5  dias.
- Observar a umidade e a temperatura relativa de 70%.
2) Anéis de sangue que indicam morte embrionária.
a) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar a temperatura ambiente, controlando-a.
b) Procedimento de má desinfecção
- Estar borrifando água para desinfecção sobre fêmea e ovos nos 6 primeiros dias é proibido.
3) Muitos mortos na casca
a) Ovos armazenados por muito tempo
- Não guarda-los por mais de 5 dias.
b) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar temperatura ambiente, controlando-a.
c) Ovos não virados
- Verificar se a fêmea sai e volta ao ninho, fazendo movimento de virar os ovos.
d) Nutrição deficiente nas reprodutoras quando a morte ocorre entre 8 a 10 dias de choco.
- Especial atenção no estado nutricional das aves em geral, revisando nutrição e
alimentação 15 dias antes do acasalamento, como corretivo usar complexos vitamínicos e aminoácidos. 
e) Ventilação deficiente
- Aumentar a ventilação do local de criação diminuir o número de casais.
f) Plurosis ou outras doenças infecciosas
- Revisar a forma de higiene e desinfecção dos pássaros e locais de criação.
4) Nascimento prematuro ou tardio
a) Temperatura muito alta
- Evite a mudança brusca de temperatura se necessário, usar termostato para controle de temperatura. 
5) Filhotes mal formados
a) Ovos mal chocados, fêmeas deixam esfriar muito só ovos.
- matenha alimentação farta e de boa qualidade à disposição das fêmeas em choco, tratar primeiro as que estão chocando.
6) Filhotes com perna aberta
a) Defeito causado por minhos muito liso
- Trocar por ninhos mais rústicos.
7) Filhotes debilitados/pequenos/ofegantes
a) Muitos filhotes para tratar
- Manter de 3 a 4 filhotes por ninho do mesmo tamanho.
b) Umidade baixa no período de encubação
- Manter a umidade ao redor de 70%.
c) problemas tóxicos
- Rever toxinas ingeridas ou usadas no ambiente.
d) Demasiada umidade no ninho ou enfermidade infecciosa
- Enviar filhotes para laboratório.
8) Tamanho desigual dos filhotes ao nascer
a) Fêmea mal nutridas
- Rever plano de nutrição, usar complexo vitamínico e aminoácidos.
9) Baixa eclosão e má formação do bico e do esqueleto
a) Deficiência de vitaminas e ácido fólico
- Revisar o índice de ácido fólico na alimentação.
10) Nascimento desigual e mau formação do esqueleto embrionário
a) Deficiência de vitamina H  e do complexo B
- Revisar o conteúdo da vitamina H e do complexo B na dieta.
11) Nascimento distanciado e morte embrionária na 2 semana.
a) Deficiência de vitamina D
- Revisar o conteúdo da vitamina D na dieta.
12) Nascimento defeituoso e morte embrionária nos últimos dias
a) Deficiência de vitamina  B12
- Revisar o conteúdo da vitamina B12 na dieta.
13) Nascimento deficiente a) Relação de ácido pantatênico
- Revisar o conteúdo do ácido Pantatênico da dieta.
14) Ovos que quebram e cheiram mal
a) Contaminação dos ovos, fêmeas doentes.
- Ovos de fêmeas limpas prevêem a contaminação.
15) Nascimento precoce dos filhotes
a)Temperatura muito alta no início do choco até sétimo dia e umidade muito alta
- Reveja as condições do local.
16) Nascimento tardio dos filhotes
a) Baixa umidade e temperatura muito alta, variação de temperatura no local do choco.
- Reveja as condições do local.
17) Má posição do embrião
a) Alimentação inadequada
- Revisar dieta dos adultos.
18) Filhotes demasiadamente pequenos 
a) Ovos pequenos problemas de nutrição
- Revisar dieta dos adultos. 
19) Filhotes demasiadamente grandes
a) Ovos grandes, problemas de nutrição.
- Revisar dieta dos adultos.
20) Filhotes desitradatos
a) Baixa umidade do ambiente
- Revisar umidade do local.
21) Filhotes que não pedem comida
a) Dieta de reprodutores, mudança de temperatura brusca e/ou ventilação.
- Revisar dieta dos adultos e condições do ambiente.
22) Filhotes defeituosos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional.
23) Dedos torcidos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional dos adultos.

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