"QUEM TEM CRISTO COMO COMANDANTE, NAVEGA SEMPRE EM ÁGUAS TRANQUILAS"

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Dicas do Dia


Para evitar que o macho ou fêmea comam ovo, basta injetar com uma seringa um pouco de amônia no interior de um ovo e deixá-lo no ninho. O forte cheiro da amônia que irá exalar quando bicado, afastará os "bicudos" desse vício.

Que a vitamina E (anti-esterilidade) é essencial à reprodução, que estimula a fertilidade no organismo do canário, seja macho ou fêmea.

Utilizar areia grossa coada (coar com peneira com granulação média). Lavar a areia até a água sair límpida. Secar ao sol, colocar no forno na temperatura acima de 100 ºC durante 1 (uma) hora.
PREPARO:
2 LITROS DE AREIA
4 COLHERES (SOPA) SAL MINERAL
1/4 LITRO DE FARINHA DE OSTRA (FINA).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dicas do Dia


Esticar o corpo com a plumagem muito junta ao corpo é sinal que o canário levou um grande susto.

Os produtos Pirene Spray ou Kill Red podem ser utilizados em todo o criadouro inclusive nos pássaros, para o combate dos piolhos e ácaros. Repita o processo após sete dias para cortar o ciclo dos parasitas.

Uma ave é capaz de transmitir muitos dados com os sons que articula, pode indicar sua espécie, sexo, identidade individual e inclusive sua condição. Pode desencadear excitação sexual, curiosidade, desassossego ou temor à outra ave. Por meio desses sons pode também atrair uma semelhante ou afugentar um rival. Aliás, pode transmitir notícias: onde se encontram alimentos e onde tem um lugar para aninhar.

O fator topázio provoca redução e modificação na tonalidade da melanina negra da plumagem, tornando seu desenho reduzido (mais estreito) e com tonalidade cor de castanha escuro. O desenho dorsal é formado por estrias com tonalidade castanha escuro, tendo as bordas claras, caracterizando a centralização da melanina. O mesmo se verifica nas penas das asas e cauda.

Durante a incubação pode-se fazer o diagnóstico da fertilidade dos ovos a partir do quinto ou sexto dia, examinando-os por transparência através de um foco de luz.

As proteínas cumprem no organismo função de produzir energia e calor e são vitais para constituição do tecido orgânico.
 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dicas do dia


*No acasalamento, macho e fêmea devem ser mantidos separados pela divisória da gaiola até que se note que se alimentam pela grade; neste ponto, o acasalamento é quase imediato quando se reúne o par.

-Estabelecer horários para tratar, limpar, abrir e fechar o criadouro;
-As aves se assustam com cores forte como: preto, vermelho, etc.; procure usar roupas claras;
-Os objetos e recipientes de alimentos devem ser de cores claras;
-Não faça barulhos repentinos perto das aves, pois pode causar stress;
-Tomar o cuidado de não deixar cães e gatos chegarem perto das gaiolas.

sábado, 26 de março de 2011

Download

Aqui você poderá fazer downloads para registrar seus canários e gaiolas de seu criadouro.


Download Nome Descrição
Ficha de Registro
Ficha para registrar todos os canários do plantel.
Ficha de Registro de Gaiola
Ficha para ser utilizada pendurada na gaiola para controle das crias.
Ficha de Registro de Postura
Ficha para ser utilizada para controle da criação por casal.
Mapa de Registro de Criaçăo
Ficha para ser utilizada no controle da criaçăo. Cedido pelo Sr Rodrigo Machado.

Dicas do DIA

      Com este novo post, todos os dias vou postar dicas para criadores de canarios. Estas dicas serão retiradas de um sistema de controle de criação que possuo em casa.

 *Todos os utensílios que foram utilizados durante a época de cria e que não serão mais utilizados, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria.

 * Nesta época os canários estão em plena muda, não devemos perder de vista sobretudo os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los nos transtornos da troca de penas, preservando-os de correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação

*Neste mês de pouca atividade, os exemplares continua, nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cuidados adequados e básicos com a higiene

Revista CORA 2004
Arquivo editado em 07/08/2004
      É óbvio que apenas uma boa administração de um criadouro de canários, inegavelmente, não irá evitar o desenvolvimento de epidemias, ou que seja evitado que as aves sejam afetadas por determinadas moléstias; contudo, a absoluta atenção a uma série de detalhes ocorridos no dia-a-dia dentro de um criadouro indubitavelmente irá contribuir para se evitar muitas das moléstias mais comuns. Nesse sentido, a seguir enumeramos alguns dos principais detalhes, que serão úteis “como lembrete” aos criadores menos experientes (e mais distraídos):

1. Bebedouro sem água, ou água suja;
2. Gaiolas expostas a correntes de ar;
3. Troca brusca de temperatura, interna ou externa;
4. Aves doentes ou aparentemente doentes, e no meio das aves sadias;
5. Verduras velhas ou secas, não lavadas;
6. Verduras ministradas geladas (tiradas da geladeira ou da horta de inverno);
7. Comedouro sujo, cheio de palha ou fezes;
8. Calor ou frio demasiado no ambiente;
9. Gaiolas com as bandejas atulhadas de excrementos e resíduos de alimentos;
10. Total ausência ou excesso de poleiros nas instalações;
11. Poleiros encrostados de excrementos;
12. Instalações com objetos contundentes (fios de arame, ferro ou chapa) expostos;
13. Farinhadas ou pastas alimentares velhas;
14. Aves presas às grades, às bandejas, ou às vasilhas das instalações;
15. Excesso de pó (poeira de terra) no ambiente;
16. Ausência de areia lavada ou farinha de ostras em vasilha especial;
17. Canários oriundos de aquisição recente, juntos com aves do plantel;
18. Excesso de aplicação de desinfetantes e inseticidas
19. Excesso de pessoas estranhas dentro do criadouro;
20. Excessiva movimentação interna das instalações (gaiolas, voadeiras, viveiros, etc.,
movimentados constantemente);
21. Excesso de aves numa mesma instalação;
22. Protelação na execução de curativos em aves acidentadas; e outros.

Cuidados com os pés dos canários

Wilson Tadeu Munno
      A cada dia que passa a tecnologia ornitológica evolui mais e novas técnicas surgem para que possamos utilizá-las em nosso criadouro.
     Fico surpreso em ouvir dos colegas criadores que perdeu um belo espécime por causa de picadas de insetos ou fungos no pé de seus canários. As vezes no intuito de sanar esta enfermidade os colegas acabam quando não matando, muito das vezes mutilando seus canários.
     A vários anos eu e alguns criadores tem usado o Iodo Fucsina, (preparado em qualquer farmácia de manipulação) passado com cotonete na lesão e após usa-se uma pomada de nome Tobrex (pomada oftalmologica) repita esta operação
por 3 a 4 dias e você verá o resultado.
     Este Iodo Fucsina também pode ser usado com sucesso em sarna de canário, e também nos pés dos mesmos quando estiverem com parasitas.
     Tente esta receita e deixe de mutilar ou até mesmo matar seus canários, boa sorte!
Obs: (Fórmula: Iodo a 2% e Fucsina a 0,2%)











sábado, 19 de março de 2011

A criação de Canários

AS FACES DE UMA CULTURA ESPECIAL
Flavio Rocha Juiz OBJO/FOB
Brasil Ornitológico • nº 55 • Mai - Jun – Jul

INTRODUÇÃO

     Pretendo com este artigo mostrar as diversas faces da canaricultura, suas nuances e as inúmeras vantagens que o criador poderá usufruir. Mostrar as peculiaridades desta atividade. O porquê de considerá-la uma cultura especial.

A CANARICULTURA COMO HOBBY

     O que é um hobby? Segundo nossos dicionários: “Atividade de recreio ou de descanso,praticada, em geral, nas horas de lazer”.
Podemos observar que a canaricultura se encaixa nessa definição. Uma das principais exigências para que alguém seja considerado um criador de canários, na acepção da palavra, é a de que ele se divirta em criá-los. Condição indispensável para o criador que deseja o sucesso. Para tal, deverá ser encarada como recreio de acordo com a definição.

A CANARICULTURA COMO TERAPIA OCUPACIONAL 

     Dentro de um aspecto medicinal, encontramos nesta cultura algo em que se aproveita o interesse do paciente, para o desenvolvimento de uma ocupação, em prol de sua saúde mental com reflexos na saúde física. Ou seja, higiene mental.
Não há dúvida da característica salutar desta atividade. O contato com os pássaros nos permite aliviar tensões, esquecer os chefes, patrões ou mesmo subordinados e empregados.
Permite ampliar o nosso rol de atividades. O fato de termos pelo menos uma
possibilidade de desligarmos, por pouco tempo que seja, dos nossos principais
problemas, tanto de trabalho como pessoais, propicia a ação do subconsciente livre da consciência. Quando voltamos à realidade, muitas das vezes, encontramos as soluções para as nossas dificuldades. 
A CANARICULTURA COMO NEGÓCIO 

     Como me disse uma vez um grande amigo: “Criar canários não é fácil”.
     O sucesso na área dos negócios depende de planejamento, investimento, muito estudo e persistência.
Para o sucesso na criação de canários são exigidos, principalmente:
a) Um bom planejamento;
b) Saber exatamente onde se quer chegar;
c) Adquirir conhecimento;
d) Adquirir bom material;
e) Obter resultados.
     Cumprindo essas regras básicas, logo o retorno será alcançado. Conhecemos várias culturas que são consideradas como um negócio, tais como: granjas, criação de codornas, de coelhos, ranicultura, helicicultura (escargô), bicho da seda, minhoca etc.
      No entanto, algo diferencia a canaricultura das citadas como exemplo.
     “É necessário que se goste dos canários”. Para se montar uma granja, não é preciso gostar das galinhas. O prazer de criar canários é fundamental neste possível empreendimento. Caso contrário o sucesso será efêmero.

A CANARICULTURA COMO AMPLIADORA DO CÍRCULO DE AMIZADES

     Esta face, sem qualquer dúvida, nos traz grandes alegrias. Desapontamentos às vezes. Mas o saldo é sempre positivo. Você passa a participar e conviver dentro de um grupo extra de amigos. Para tal, é necessário pré-disposição e vontade de interagir com outras pessoas onde o assunto será totalmente diferente do praticado no seu dia-a-dia de trabalho. Esta prática vai ao encontro da, já mencionada, terapia ocupacional. As boas amizades tornarão mais prazerosa esta atividade.

A CANARICULTURA COMO MASSAGEM DO EGO

      Nada mais gratificante do que um “filho seu” (canário) alcançar prêmios em
competições. É o coroamento de um trabalho. É o impulso para uma nova estação de cria. É o prazer de sermos cumprimentados pelos amigos. Enfim, plena satisfação. Esta face da criação de canários é a mais curta, porém com alto poder de incentivo. É o alimento das outras faces. A mais emocionante.
CONCLUSÃO

     Tantas características, com tantas possibilidades de aproveitamento, transformam a canaricultura em uma atividade ímpar, quando praticada na sua plenitude. Às vezes passamos por momentos de saturação e de decepção. Mas se gostamos dos canários não desistimos. Esta condição, portanto, é que faz da criação de canários uma cultura especial. Faça um exercício. Observe os seus pares dentro da canaricultura. Facilmente identificará os verdadeiros amantes destes passarinhos. E você criador, gosta dos canários?

Alimentação sadia e natural

Guy de Cock – Bélgica
Revista COPC 2004

      Normalmente podemos ler artigos que nos ensinam todo o tipo de truque e especialidade para manter nossas aves em boas condições. Freqüentemente somos então tentados experimentar esta maneira de proceder. Esperamos os melhores resultados na criação. Uma muda menos difícil onde pensamos ter encontrado a panacéia que elimina as doenças em nossos amigos alados.
      De certa maneira existem determinadas raças que necessitam um tratamento bem especifico. Mas a maioria das nossas aves se contenta com uma alimentação natural e sadia. Urna doença sempre requer um tratamento complicado. Uma adaptação do menu cotidiano pode fazer tanto bem quanto os medicamentos freqüentemente muito fortes que são encontrados nas farmácias. Às vezes acontecem nos sentirmos fracos e abatidos após a ingestão de um ou outro medicamento. Acontece à mesma coisa com as nossas aves!
     Este artigo não será uma enumeração de novos produtos miraculosos, mas somente em resumo da maior parte dos alimentos convenientes às nossas, aves, com uma pequena explicação das suas utilizações e finalidades.
     Cada um poderá assim fazer uma idéia do equilíbrio alimentar que procura para seus pássaros, e determinando as mudanças que pode fazer o momento que poderá ou deverá lhes conceder um "extra".
1 - As proteínas
    O corpo é essencialmente constituído de proteínas, principalmente os músculos, o coração, os rins, as penas, a pele. As patas e o bico. Partimos do princípio que, de acordo com o tipo de ave, compramos a mistura adequada ou a fazemos em casa. Na situação de condições climáticas adversas ou num período difícil, damos d pão branco velho embebido em leite, ou ovos, para manter suas proteínas num nível ótimo.
2 - Aminoácidos
    Trata-se de proteínas simples, indispensáveis ao bom crescimento da plumagem. Quando a plumagem se apresentar desarranjada, freqüentemente indica uma carência de leucemia. Uma rica e variada mistura de sementes é suficiente para evitar tal carência.
3 - Hidrates de Carbono
    Os hidrates de carbono são uma combinação de carbono, oxigênio e hidrogênio, A mistura de sementes normalmente é suficiente para supri-los.
4 - Os lipídeos
     As substâncias graxas constituem uma fonte de energia complementar muito útil quando não administradas em excesso. No inverno as aves apreciarão um pequeno suplemente de gorduras para melhorar suas proteções contra o (rio. Pode-se então administrar-lhes regularmente 5 gotas de óleo de fígado de bacalhau para cada quilo de ração.
Entretanto não se deve exagerar, pois as aves muito gordas têm dificuldade na procriação, ou antecipam a época da muda das penas.
5 - As Vitaminas
   Uma carência vitamínica propicia grande receptividade às doenças, freqüentemente seguidas de uma criação deficiente. 

A - Vitaminas Lipossolúveis

a)  Vitamina A
      Esta vitamina cuida do funcionamento eficiente das células epiteliais, das mucosas, da visão e da respiração. A melhor fonte é o óleo de fígado de bacalhau, assim como o leite, as gemas dos ovos e os legumes verdes (ex.: espinafre, acelga, salsa, etc.).
      As aves em crescimento têm necessidade de um fornecimento duplo de vitamina A. Se for fornecida a vitamina A adequadamente, as mesmas crescerão durante uma estação, ou mais duas. Os periquitos e os canários brancos recessivos (assim como os prateados) deverão receber semanalmente uma boa dose de vitamina A.
b) Vitamina D
       É necessária ao bom desenvolvimento e à formação dos ossos, unhas e bico. Uma carência leva a uma debilidade e a uma deformação das patas ou malformação articular. As fêmeas botam ovos sem cascas ou de casca muito fina. A melhor fonte é o sol. Deixar os pássaros aproveitar ao máximo os raios solares é fundamental, principalmente com sol direto. Se isto não for possível, poderá ser substituído por radiação ultravioleta obtida através de lâmpadas especiais.
     Encontra-se no comércio as vitaminas A e D em gotas, porém o óleo de fígado de bacalhau, as gemas e o leite são igualmente importantes como fonte desta vitamina.
c) Vitamina E
    É essencial para a fecundidade, crescimento e desenvolvimento normais. Aconselha-se administrar sementes germinadas, óleo de germe de trigo ou milho, gema e verdura fresca.
d) Vitamina K
     Também chamada de vitamina coagulante.
Encontra-se em legumes, como a cenoura, couve, etc, e em algumas sementes como o cânhamo.
B-Vitaminas Hidrossolúveis

l- Vitaminas do Complexo B
   As vitaminas do complexo B geralmente são resultantes de transformações metabólicas:

a - Tiamina ou Aneurina - (B1)
   Esta vitamina tem importante função na metabolização dos hidratas de carbono. Sua carência leva à perda do apetite e às conseqüências que esta causa. É encontrada, sobretudo nas sementes germinadas e no levedo de cerveja. Em menores quantidades na gema, no leite em pó, nas frutas e legumes frescos.
b - Ribollavina (82 ou G)
   Uma carência em B2 leva uma produção deficiente de ovos, mortes embrionárias, paralisias das patas e mal desenvolvimento das penas. Em sementes de boa qualidade, as quantidades de vitamina B2 são suficientes. Um suplemento poderá ser oferecido através do levedo das verduras, ovos e leite em pó.
d - Colina
     A carência de colina e de manganês poderá determinar colestase hepática. Fontes; levedo de cerveja, leite em pó e sementes.
e- Biotina (H)
    As sementes frescas complementadas por tomate e espinafre dão biotina suficiente.
f-Vitamina B12
    Esta vitamina contém cobalto e ferro e estimula o crescimento e metabolização do sangue. Encontra-se em produtos de origem animal.
II - Vitamina C
     Esta vitamina deverá ser ministrada unicamente em casos especiais, como doenças, envenenamento ou constantes estresses. Os agrumes (cítricos) são os mais indicados para isto.
Vitaminas em geral 

    Observamos que boa variedade de verduras e qualidade de sementes são fundamentais. Em princípio a administração de vitaminas suplementares é inútil, salvo em circunstâncias especiais. No inverno a falta de verdura poderá ser compensada por outros produtos naturais contendo estas mesmas vitaminas. Pode-se também lazer uso de preparações comerciais de vitaminas: os complexos vitamínicos.
6 - Minerais
     Dentro de uma boa alimentação são igualmente necessários os minerais como cálcio (Ca), fósforo (P), cloro (Cl), sódio (Na), magnésio (Mg), zinco (Zn), potássio (K), ferro (Fe), manganês (Mn), cobre (Cu), enxofre (S) e iodo (l).
Estes minerais ajudam na boa alimentação dos músculos, das glândulas, dos nervos e do cérebro.
    O cálcio é o mineral de maior importância para a formação dos ovos, desenvolvimento do esqueleto, coagulação sanguínea e funcionamento do sistema nervoso e dos órgãos.
    O fósforo é importante para a construção dos ossos, no metabolismo das proteínas e dos lipídeos.
     O magnésio mantém o equilíbrio entre o cálcio, o fósforo e a vitamina D.
    A maior parte dos minerais se encontra dentro de uma boa alimentação. As cascas das ostras (85%), ossos (80%), as cascas dos ovos e o calcário são ricos em cálcio.
     O iodo se encontra nos ossos, cascas de ostras, ovos, leite e óleo de fígado de bacalhau.
     O cobre é importante para a boa composição do sangue. De tempos em tempos podemos colocar um pouco de sal de cozinha (cloreto de sódio) dentro da água.
     Percebe-se que muitos dos produtos provenientes do mar são ideais para manter a taxa de minerais. Cascas de ostras trituradas, ossos e eventualmente algas são excelentes complementos.
      É muito aconselhável colocar-se dentro das gaiolas recipientes com alimentos que contenham essas substâncias. As aves escolherão e complementarão, elas mesmas, suas necessidades.
7 - Verduras
      Toda espécie de verdura contém diferentes vitaminas e certos minerais.
     Na maior parte desses legumes encontramos ferro, cobre, zinco, manganês, iodo, cálcio, magnésio, potássio, sódio, fósforo e cloro. Eles possuem igualmente um alto teor em proteínas e carotenos na sua fase de crescimento. É melhor distribuir os legumes tenros. Estes legumes e verdura deverão ser os mais escuros possíveis para estarem em seu pleno valor nutritivo; os distribuiremos, sempre que possível, preferentemente pela manhã ou ao meio - dia, em quantidade tal que em duas horas tenham sido consumidos.
    Hoje é mais fácil do que antigamente, porque encontramos os legumes em todas as estações. É preferível procurar o verdureiro do que o farmacêutico; naquele podemos escolher: acelga, espinafre, folhas de almeirão, chicória, etc.
    É importante saber onde adquirir as verduras, pois não pode conter agrotóxico.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como julgar seus canários

     Neste artigo exploremos, com base no Manual de Julgamento da OBJO, os critérios necessários para se classificar e se pontuar um canário, esperando que este, ajude aos novos criadores a entenderem como devem proceder na escolha de seus canários para um concurso.

CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM

     Neste item o juiz tem a seu dispor o máximo de 15 pontos.
• Pássaros que apresentam uma plumagem completa, uniforme, lisa , aderente e sedosa. As penas devem se recobrir e se superpor. As asas e cauda serão completas e intactas. As asas deverão se tocar levemente sem cruzar, a cauda deverá ser fechada, formando um “M” no final. (exemplar MUITO BOM)
• Pássaros que apresentam apenas um dos defeitos penalizáveis. (exemplar BOM)
• Pássaros que apresentam mais de um dos defeitos penalizáveis (exemplar REGULAR)
• Pássaros que apresentam diversos defeitos penalizáveis.(exemplar FRACO) 

DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

1. Plumagem muito ou pouco abundante, seca, desordenada ou muito curta.
2. Plumagem incompleta.
3. Rêmiges e retrizes desordenadas (penas desalinhadas, rabo aberto, asa quadrada).
4. Presença de penas não aderentes, após a linha dos olhos (chifres e/ou pestanas).

CRITÉRIO DE JULGAMENTO DO TAMANHO 

     Neste item o juiz poderá conceder ao pássaro o máximo de 10 pontos.
• O tamanho do canário está compreendido entre 13 e 15 cm. Porém, devido à impossibilidade de, em julgamento, se medir um pássaro, devemos utilizar o seguinte critério:
• Pássaros que não causem dúvidas e estejam dentro dos padrões. (exemplar MUITO BOM)
• Pássaros que possam causar dúvidas de estarem dentro dos padrões, porém apresentem boa proporção de formas.(exemplar BOM)
• Pássaros que, apesar de estarem a olhos vistos fora do padrão, apresentem equilíbrio de formas. (exemplar REGULAR)
• Pássaros excessivamente fora do padrão. (muito grande ou muito pequeno). (exemplar FRACO) 

CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA FORMA 

      Para este item o juiz tem a seu dispor 10 pontos.
      Um bom exemplar deverá apresentar as seguintes características:
• Cabeça arredondada, harmónica, com bico curto e cónico. Olhos arredondados, brilhantes, dispostos numa linha imaginária, superior à linha média do bico.
• Pescoço ligeiramente curto e proporcional ao comprimento do corpo.
• Dorso largo e relativamente curto, formando um único e harmonioso bloco com as asas, que devem se apoiar natural e simetricamente sobre a base da cauda.
• Peito largo e arredondado, harmonioso com os demais segmentos.
• Tronco não deve ser muito pesado ou muito frágil, em harmonia com o pescoço e a cabeça, dando ao conjunto uma impressão de elegância e beleza.
• Cauda não deve ser muito longa ou muito curta, harmonizando-se com o comprimento do corpo. Não deve ser aberta em excesso.
• Membros inferiores robustos e sólidos, com dedos fortes e bem implantados, dando ao pássaro firmeza no poleiro. 

DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

1. Cabeça achatada, pequena, grande ou pesada em relação ao corpo.
2. Bico fino, longo ou curvo.
3. Pescoço fino e longo ou muito curto, dando a impressão que a cabeça se fixa diretamente no corpo.
4. Dorso proeminente ou escavado.
5. Peito achatado, saliente ou muito proeminente.
6. Tronco muito fino ou muito grosso, a ponto de tirar a elegância do canário.
7. Cauda aberta, em forma de cauda de andorinha.
8. Pernas muito longas, com coxas finas e descobertas ou muito curtas e escondidas na plumagem do abdômen.
9. Pássaros que apresentam visível mestiçagem com canários de porte.
10. Pássaros que apresentem, no máximo, um dos defeitos em proporção limitada. (exemplar MUITO BOM)
11. Pássaros que apresentem um dos defeitos de maneira evidente. (exemplar BOM)
12. Pássaros que apresentem dois a três defeitos em proporção limitada. (exemplar REGULAR)
13. Pássaros com mais de três defeitos. (exemplar FRACO)

CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM 

      Neste item, o juiz tem à sua disposição 10 pontos.
• Entendemos por elegância a maneira como o pássaro se apresenta na hora do julgamento. Este item está diretamente ligado ao anterior (forma), pois um pássaro com má forma dificilmente será elegante.
• Dizemos que um pássaro é elegante quando este apresentar: força, vivacidade e porte.
• O pássaro, quando em repouso, deve apresentar corpo e cauda em uma mesma linha, formando ângulo de cerca de 450 com o poleiro. 

DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

1. Pássaros muito nervoso, selvagens ou apáticos, parados sobre o poleiro.
2. Pássaros que apresentem asas caídas ou excessivamente cruzadas. Cauda em desarmonia com o corpo (excessivamente curta ou comprida). Pássaros que se apresentem no poleiro deitados ou erguidos.
• Pássaros que não apresentem defeitos de maneira evidente. (exemplar MUITO BOM)
• Pássaros com um defeito. (exemplar BOM)
• Pássaros com dois defeitos. (exemplar REGULAR)
• Pássaros com vários defeitos. (exemplar FRACO) 

CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA APRESENTAÇÃO

      Neste item o juiz poderá conceder até 5 pontos.
• Entendemos por apresentação o estado de saúde e limpeza do pássaro.
• O pássaro deve apresentar bico e penas totalmente limpos, patas sem lesões, crostas ou escamas, unhas com comprimento normal, saúde perfeita.
1. Pássaros em perfeitas condições de saúde e higiene. (exemplar MUITO BOM)
2. Pássaros que apresentam apenas um item negativo. (exemplar BOM)
3. Pássaros que apresentam dois itens negativos. (exemplar REGULAR)
4. Pássaros com vários itens negativos. (exemplar FRACO)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Poligamia na criação de canários

Marcio Fernandes
     A prática da poligamia na criação de canários vem de longa data, sendo raro encontrar hoje um criador que não a tenha praticado.
     Como a grande maioria das técnicas de manejo, ela apresenta vantagens e
desvantagens.

VANTAGENS: QUALIDADE - PADRONIZAÇÃO - LINHAGEM

     Como principal vantagem podemos citar a melhoria na qualidade da prole.
É simples de explicar: se vamos fazer cinco casais de uma cor, vamos precisar de 5 fêmeas daquela cor. Mas não precisamos necessariamente usar 5 machos. Podemos classificá-los e usar apenas 2 ou 3 melhores, o que caracteriza a poligamia.
     Procedendo dessa forma vamos aumentar a chance de obter melhores filhotes. Também obteremos maior pradonização da prole. A tendência é a de filhotes mais homogêneos, melhorando significamente a possibilidade de formação de quartetos para os concursos.

DESVANTAGENS: EXCESSIVA MANIPULAÇÃO

     Como principal desvantagem, temos o aumento da manipulação dos pássaros
durante a criação. Será necessário circular o macho entre as gaiolas das fêmeas
durante o período de reprodução, e uma atenção maior para que casos de infertilidade do macho sejam detectados o mais rapidamente possível. Falhas na
movimentação dos machos poderão ocasionar uma maior percentagem de ovos não fertilizados.

MANIPULAÇÃO: BIGAMIA - TRIGAMIA - POLIGAMIA

     A maior manipulação resulta da necessidade de trocar diariamente ( uma ou mais vezes ) o macho de gaiola. Em casos de poligamia, há necessidade de maior conhecimento por parte do criador para detectar quais as fêmeas estão no cio, acasalando-as somente neste período. Tão logo se complete a postura, pode-se retirar o macho, que se ocupará de outra fêmea.
     É evidente que há acréscimo no trabalho de manipulação, e maior necessidade de presença do tratador no criadouro, principalmente quanto este processo é adotado com gaiolas criadeiras convencionais.

EQUIPAMENTO: GAIOLAS TRIPLEX / POLIGAMIA

    No caso da adoção das gaiolas triplex, próprias para o manejo de poligamia, a
manipulação se simplifica consideravelmente, garantindo o sucesso do processo.
As gaiolas triplex nada mais são do que gaiolas maiores que as criadeira comuns, com três compartimentos internos, onde são acomodados duas ou mais fêmeas e um macho.Coloca-se à disposição dois ou mais ninhos, sempre nas extremidades das gaiolas, e as fêmeas e o macho são soltos dentro da gaiola, sem as divisórias. O macho fica disponível para a gala das duas ou mais fêmeas todo o tempo. Na grande maioria das vezes, uma fêmea vai escolher um ninho e inicia a postura antes das outras e, tão longe termine, é separada no seu compartimento. No espaço remanescente ficam o macho com as outras fêmeas. Completada a postura da fêmea seguinte, o macho pode permanecer separado no compartimento central ou até liberado para outro acasalamento.
     Quando os filhotes atingem a idade própria, serão separados no compartimento do meio, recolocando-se o macho para o reinicio do processo de gala da Segunda postura. Com os filhotes das fêmeas separadas no meio, teremos duas fêmeas a alimentá-los ao invés de uma só, o que é uma vantagem adicional do processo.

CONCLUSÃO: AS VANTAGENS COMPENSAM!

     As gaiolas triplex proporcionam maior segurança e conforto no manejo dos processos de poligamia, reduzindo a manipulação excessiva dos machos, principal desvantagem da técnica. A utilização das gaiolas triplex reduz a quantidade de ovos brancos na reprodução pela diminuição no manuseio dos machos. Reduz significamente o stress que esta movimentação causa as aves.
     O resultado é o acréscimo da produtividade, aumentando-se a média de filhotes por casal, com todas as vantagens de acréscimo de qualidade, padronização e fixação de linhagens. As dimensões das gaiolas triplex também favorecem a melhor utilização dos espaços disponíveis, permitindo mais casais por metro quadrado de área disponível no canaril.



Veja  fotos das criadeiras triplex

Artigo retirado de:

Apanhado de problemas na criação

José Giordano Penteado
Revista UCCC - Julho 2001

     Mais uma época de cria se inicia, e os dissabores vão surgindo na medida em que esperamos os filhotes, sadios dos casais que gostaríamos criar.
     Mas nem sempre o que desejamos acontece, então resolvemos listar uma série de problemas mais corriqueiras, lembrando sempre que é melhor prevenir do que remediar; consulte um médico veterinário para orienta-lo melhor sobre as doenças que pode existir, ou melhor, a quelas que não queremos ver.
     Uma boa higienização ajuda na maioria dos problemas existentes durante a criação. Durante o período que acontece a criação dos problemas existentes durante a criação desenvolvimento sexual pela mudança da hora-luz do dia, o metabolismo completo das aves é alterado para prover os nutrientes necessários para a formação de óvulos e espermas. Condições de luminosidade insuficiente podem afetar a fertilidade. Temperaturas extremas também afetam a fertilidade, e de forma indireta ao condicionar o consumo alimentar e reproduzir a freqüência de gala.

FERTILIDADE DAS REPRODUTORAS / NASCIMENTO:

     A preocupação é sempre o número de filhotes viáveis a partir dos ovos que as fêmeas colocam para chocar. Isso pode significar o êxito e o fracasso de nosso trabalho anual. Esse processo biológico da reprodução é complexo que pode ser afetado por uma fertilidade temporária ou por uma alimentação inadequada ocorrida há três meses. 

PROBLEMAS CAUSAS ATITUDES A TOMAR

1) Ovos claros (inférteis)
a) Macho não esta pronto
- Deixar o macho sozinho até cantar forte e solto.
b) Má nutrição do macho
- Nutrir os machos separados das fêmeas, e usar uma dose de vitaminas E.
c) Problemas de briga com fêmea no acasalamento
- Colocar lado a lado para namoro, antes do acasalamento.
d) Macho não esta pronto ainda 
- Revisar o local onde abrigou o macho; deve ser claro por no mínimo 12 horas.
e) Macho muito velho
- Trocar os mais velhos por novos.
f) Macho estéril
- Trocar o macho.
g) Tempo de guarda dos ovos antes de por para chocar
- Não armazenar ovos por mais de 5  dias.
- Observar a umidade e a temperatura relativa de 70%.
2) Anéis de sangue que indicam morte embrionária.
a) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar a temperatura ambiente, controlando-a.
b) Procedimento de má desinfecção
- Estar borrifando água para desinfecção sobre fêmea e ovos nos 6 primeiros dias é proibido.
3) Muitos mortos na casca
a) Ovos armazenados por muito tempo
- Não guarda-los por mais de 5 dias.
b) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar temperatura ambiente, controlando-a.
c) Ovos não virados
- Verificar se a fêmea sai e volta ao ninho, fazendo movimento de virar os ovos.
d) Nutrição deficiente nas reprodutoras quando a morte ocorre entre 8 a 10 dias de choco.
- Especial atenção no estado nutricional das aves em geral, revisando nutrição e
alimentação 15 dias antes do acasalamento, como corretivo usar complexos vitamínicos e aminoácidos. 
e) Ventilação deficiente
- Aumentar a ventilação do local de criação diminuir o número de casais.
f) Plurosis ou outras doenças infecciosas
- Revisar a forma de higiene e desinfecção dos pássaros e locais de criação.
4) Nascimento prematuro ou tardio
a) Temperatura muito alta
- Evite a mudança brusca de temperatura se necessário, usar termostato para controle de temperatura. 
5) Filhotes mal formados
a) Ovos mal chocados, fêmeas deixam esfriar muito só ovos.
- matenha alimentação farta e de boa qualidade à disposição das fêmeas em choco, tratar primeiro as que estão chocando.
6) Filhotes com perna aberta
a) Defeito causado por minhos muito liso
- Trocar por ninhos mais rústicos.
7) Filhotes debilitados/pequenos/ofegantes
a) Muitos filhotes para tratar
- Manter de 3 a 4 filhotes por ninho do mesmo tamanho.
b) Umidade baixa no período de encubação
- Manter a umidade ao redor de 70%.
c) problemas tóxicos
- Rever toxinas ingeridas ou usadas no ambiente.
d) Demasiada umidade no ninho ou enfermidade infecciosa
- Enviar filhotes para laboratório.
8) Tamanho desigual dos filhotes ao nascer
a) Fêmea mal nutridas
- Rever plano de nutrição, usar complexo vitamínico e aminoácidos.
9) Baixa eclosão e má formação do bico e do esqueleto
a) Deficiência de vitaminas e ácido fólico
- Revisar o índice de ácido fólico na alimentação.
10) Nascimento desigual e mau formação do esqueleto embrionário
a) Deficiência de vitamina H  e do complexo B
- Revisar o conteúdo da vitamina H e do complexo B na dieta.
11) Nascimento distanciado e morte embrionária na 2 semana.
a) Deficiência de vitamina D
- Revisar o conteúdo da vitamina D na dieta.
12) Nascimento defeituoso e morte embrionária nos últimos dias
a) Deficiência de vitamina  B12
- Revisar o conteúdo da vitamina B12 na dieta.
13) Nascimento deficiente a) Relação de ácido pantatênico
- Revisar o conteúdo do ácido Pantatênico da dieta.
14) Ovos que quebram e cheiram mal
a) Contaminação dos ovos, fêmeas doentes.
- Ovos de fêmeas limpas prevêem a contaminação.
15) Nascimento precoce dos filhotes
a)Temperatura muito alta no início do choco até sétimo dia e umidade muito alta
- Reveja as condições do local.
16) Nascimento tardio dos filhotes
a) Baixa umidade e temperatura muito alta, variação de temperatura no local do choco.
- Reveja as condições do local.
17) Má posição do embrião
a) Alimentação inadequada
- Revisar dieta dos adultos.
18) Filhotes demasiadamente pequenos 
a) Ovos pequenos problemas de nutrição
- Revisar dieta dos adultos. 
19) Filhotes demasiadamente grandes
a) Ovos grandes, problemas de nutrição.
- Revisar dieta dos adultos.
20) Filhotes desitradatos
a) Baixa umidade do ambiente
- Revisar umidade do local.
21) Filhotes que não pedem comida
a) Dieta de reprodutores, mudança de temperatura brusca e/ou ventilação.
- Revisar dieta dos adultos e condições do ambiente.
22) Filhotes defeituosos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional.
23) Dedos torcidos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional dos adultos.

Acasalamentos Básicos

     A criação de canários, vem a muito tempo sendo feita pela mão do homem, conseguindo grandes variações de cores e raças de canários; mas ainda hoje, pode-se encontrar nas Ilhas Canárias em seu "habitat" natural o canário ancestral, o qual deu origem as mais diversas cores e mutações hoje existentes; que o homem conseguiu através de cruzamentos e um rigoroso controle genético.
     Com menos que 500 anos de criação em cativeiro o homem conseguiu fixar mais de 460 cores diferentes, onde cada cor possui suas características próprias que deverão ser mantidas através de cruzamentos.
Existem algumas regras básicas que o criador deve seguir para obter os canários dentro de suas características.
ACASALAMENTOS BÁSICOS
Linha Clara X Linha Clara
Linha Escura X Linha Escura
Sem Fator X Sem Fator
Com Fator X Com Fator
Intenso X Nevado
Mosaico X Mosaico
Diluído X Diluído
Oxidado X Oxidado

     Linha clara: São canários que não possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Amarelo, Branco, Vermelho. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
     Linha Escura: São canários que possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Verde, Cobre, Azul, Ágata, Acetinado, Isabelino, etc., (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
     Sem Fator: São canários que não possuem pigmentos lipocrômicos vermelho na plumagem. Ex: Amarelo, Branco, Verde, Azul, Ágata Amarelo, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
     Com Fator: São canários que possuem pigmento lipocrômicos vermelho na plumagem. Ex: Vermelho, Cobre, Ágata Vermelho, Isabelino Vermelho, Acetinado Vermelho, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e
Mosaico).
     Intenso: São canários que possuem pigmentos lipocrômicos (amarelo ou vermelho) que se depositam em toda extensão da pena. (Tanto na linha clara ou escura).
     Nevado:São canários onde o pigmento lipocrômico (amarelo ou vermelho) não se deposita até a extremidade da pena, formando uma escamação mais clara na plumagem. (Tanto na linha clara ou escura).
     Mosaico: São Canários onde o pigmento lipocrômico se deposita em regiões específicas da plumagem como: Máscara Facial, Ombros, Uropígio e Peito. (Tanto na linha clara ou escura).
     Diluído: São canários da linha escura onde a melanina se encontra em menor quantidade nos desenhos e na envoltura (melanina que se encontra dispersa na plumagem misturada ao lipocromo). Ex: Ágata e Isabelino.
    Oxidado: São canários da linha escura onde a melanina se encontra em expressão máxima nos desenhos e na envoltura. Ex: Verde, Cobre, Azul e Canela.
   
CONCLUSÃO

        Finalizando gostaria de ressaltar que no acasalamento além das cores, devemos observar outros itens no casal a ser montado, como a plumagem e a forma.
        Não devemos unir exemplares com o mesmo tipo de defeitos e, quando for necessário, procurar compensação no parceiro para manter o equilíbrio dão casal.
        O criador deverá aprimorar seu conhecimento técnico para suavizar a complexidade dos acasalamentos e permitir-lhe de melhor qualidade. Voltar ao Início

segunda-feira, 14 de março de 2011

Matrizes

Colorindo canários Vermelhos

       A orientação freqüente “Não poupe corante, tem que dar direitinho”, deve ser traduzida como ter muito cuidado na sua administração e realmente não fazer qualquer economia indevida que possa prejudicar o resultado final.
       Porém, apenas isso não garante a nenhum criador bons resultados, sendo a boa coloração um soma de fatores: dosagem correta de corante + alimentação balanceada + seleção rigorosa.
       Considerando que os pássaros devam ter à sua disposição quantidade de pigmento suficiente pára que haja saturação na sua capacidade de assimilação e, assim, possa expressar fenotipicamente o seu potencial genético, é preciso que seja estabelecida uma metodologia de fornecimento, sob pena de faltar algum dos elementos fundamentais.
       Inicialmente, a dosagem deve ser a cerca de 8g de cantaxantina a 10% ou (Carophyll Red,) para cada kg de farinhada pronta diariamente. Há criadores que utilizam dosagens maiores ou menores,  ependendo da fase do pássaro, mas tal prática é muito difícil para a maioria dos criadores. Então, padronizar parece ser a melhor opção.
       Na papinha dada aos filhotes de ninho é mantida essa mesma dosagem, o que evitará que se tenha que arrancar as penas longas, que já estarão bem coloridas.
       Alguns dos meus canário eu utilizo os pigmentos, ja outros não, porque na minha região os canários com pigmentos não sao tão valorizados  quanto os que mantem a sua plumagem natural.

sábado, 12 de março de 2011

Doenças mais comuns em canários

1 – ENTERITE
Sintomas: Dores abdominais, diarréia, plumas da cloaca sujas pelas fezes, estrias de sangue. Abdômen duro, vermelho violeta. Pára de cantar. Tem muita sede. Emagrecimento rápido.
Tratamento: Dependendo da causa: Vermífugos, coccidiostáticos, antibióticos,
antimicóticos. Eliminar as verduras. É útil a administração de 2 gotas de Aderogil no bebedouro de 50 cc.
2 - INDIGESTÃO / CONSTIPAÇÃO
Sintomas: Ventre inchado. Fezes duras, cloaca inchada e de cor vermelha. Dificuldade de evacuação.
Tratamento: Dar no bico 2 gotas de óleo de parafina. Introduzir, prudentemente, na cloaca um pouco de azeite de oliva. Administrar verduras, maçã e infusão de tília para beber.
3 – COLIBACILOSE
Sintomas: Sonolência. Falta de apetite. O pássaro se retira para um canto da gaiola. Diarréia esverdeada que deixa as penas ao redor da cloaca sujas. Vômitos freqüentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluido esverdeado. Nesses casos a mortalidade é muita elevada entre o primeiro e o segundo dia.
Tratamento: Dentre outros, mencionamos: Zooserine, quemicetina solúvel, Cloranvex e Gentamicina (colírio 1  gota no bico). A medicação deve ser oferecida conforme a bula.
4 – SALMONELOSE
Sintomas: Na forma fulminante o pássaro se retira para um canto da gaiola e fica a dormir, com as penas soltas, asas caídas e com a respiração ofegante. Morte repentina. A parasitose em forma fulminante tem incubação de 1 a 3 dias.
Tratamento: O mesmo descrito no item 3. Além desse, pode ser feito tratamento com sulfas (Vetococ, Neosulmetina, Coccirex). Nota: Durante a criação deve ser evitados o uso indiscriminado de produtos com sulfa, porque esterilizam o macho por 22 dias aumentando bastante o risco de complicações com Cândida.
5 - SALMONELOSE -
Forma aguda incubação (3 a 5 dias).
Sintomas: Na forma aguda o pássaro pára de cantar. Falta-lhe vivacidade e o mesmo se retiram para o canto da gaiola com as penas eriçadas e os olhos semicerrados. Inapetência, muita sede e diarréia verde-amarelada. Cloaca suja de fezes, ventre inchado e respiração ofegante.
Tratamento: Além dos medicamentos indicados no caso precedente, dar sulfas com os cuidados recomendados. Os pássaros que conseguem ser curados ficam por via de regra, portadores de germes.
6-STREPTOCOCOS
Sintomas: Sono contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarréia. Emagrecimento rápido. Respiração ofegante. A cauda e as asas caídas. Aumento do ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruído agudo.
Tratamento: Durante 5 dias deve ser oferecido ao pássaro doente um dos seguintes produtos: 100 PS (vide bula), Tylan 200 (1 gota no bico).
7 – TIFOS
Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarréia verde. Mortalidade muita elevada e rápida, entre 12 e 24 horas. Tratamento: O mesmo que os itens 3 e 5.
8 - HEPATITE.
Sintomas: Falta de apetite ou fome exagerados. Manchas violáceas no
ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático.
Tratamento: Pro Livre (5 gotas no bebedouro) noz vômica, Antitóxico SM (vide bula), Epocler (10 gotas no bebedouro por 5 dias). Recomenda-se suspender a farinhada e manter somente alpiste e chicória.
9 - VARIOLA / BOUBA (forma aguda)
Sintomas: A princípio, não apresenta nenhum sintoma particular. O pássaro fica apático e se retira para um canto da gaiola com as penas eriçadas e respiração difícil. Na chamada forma diftérica o vírus provoca o aparecimento de pequenas placas como se fossem membranas branco amareladas na boca e nas vias respiratórias causando sérios problemas.
Tratamento: Neste caso a antibioticoterapia é geralmente ineficaz; a única ação válida é preventiva por vacinação. Existe à francesa "Kanapox" Rhone Merieux e a americana "Poximune C" Biomune Inc.
10- VARÍOLA/BOUBA(forma crônica)
Sintomas: A princípio, a queda de pequenas penas ao redor dos olhos. As pálpebras engrossam. Pode parecer plefarite com secreção purulenta que fecha o olho. Lesões epiteliais típicas da varíola. Furúnculos com até 5mm de diâmetro, de cor amarelada/esbranquiçada cheios de líquido purulento. Por vezes eles se cobrem de uma membrana que parece casca e atinge com mais freqüência a fixação do bico junto à cabeça e cavidade interna do bico, faringe e ouvidos. As generalidades dos sintomas são aquelas da forma aguda
Tratamento: A forma cutânea pode ser tratada com tintura de iodo ou mercúrio cromo em uma solução alcoólica a 3% ou Thuya. A Quemicetina (4 gotas no bebedouro) pode, em alguns casos, mostrar eficiência.
11 – CORIZA
Sintomas: Falta de vivacidade, anorexia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente freqüente, com tosse. Respiração difícil. Mucosa congestionada.
Tratamento: Limpar as cavidades das narinas com algodão impregnado com
permanganato de potássio solução 1/1000. Dar um dos seguintes remédios 100 PS conforme a bula. Linco Spectrin 1 g em 1,5 L. de água, Tylan 200, 1 gota no bico. O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.
12 - DOENÇA RESPIRATÓRIA (crônica) - D.R.C.
Sintomas: Dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante à coriza.
Tratamento: Tylan 200 (1 gota no bico), Linco Spectin (1g em 1,5 I. de água), Ofticor (2 gotas no bico). Tratamento de 1 semana.
13 - SINUSITE INFECCIOSA
Sintomas: Corrimento freqüente das narinas e dos olhos que ficam injetados com inchação ao seu redor podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça embaixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola.
Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame. Respiração difícil.
Tratamento: Lavar as narinas e olhos com água morna. Pingar 1 gota de Hidrossin em cada narina. Na água pode ser usado Auromicina Avícola, Vetococ, Tylan 200 ou Linco Spectin. A medicação deve ser oferecida conforme a bula.
14 – PNEUMONIA
Sintomas: Falta de vivacidade. Respiração difícil. O bico pode ficar com uma cor violeta. O pássaro coloca a cabeça para trás debaixo da asa. A cauda acompanha o ritmo respiratório. Febre, asas caídas, penas eriçadas.
Tratamento: Baytril ou Tylan 200 (1 gota no bico) Linco Spectin, Oftcor (2 gotas no bico). Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.
15 - AEROSACULITE
Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.
Tratamento: O mesmo do item 14.
16- ASMA
Sintomas: Respiração difícil com acesso asmático muito intenso e freqüente. Queda do poleiro; morte por asfixia. Nos casos muitos graves, imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas. Respiração acelerada intermitente com emissão do pequemos gemidos.
Tratamento: Administrar os mesmos medicamentos do item 14.
17 - MUDA ANORMAL
Sintomas: Muda de penas fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas. Tratamento: Identificar e sanar o problema que pode ser: Mudanças bruscas de temperatura; excesso de calor ou frio; local muito úmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; Stress; baixa  luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada à causa, administrar boa farinhada enriquecida com vitaminas e mineral diariamente.
18 - TEIGNE
Sintomas: manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas seca.
Tratamento: desinfetar bem a gaiola, com Biocid. Aplicar com cautela pomada
antimicótica, Canesten.
19 - PARASITOSE EXTERNA
Sintomas: queda de plumagem, emagrecimento, anemia demonstrando as patas pálidas e olhar comprimidos.
Tratamento: desinfetar a casa 3 meses com Kil Red (20 g para 6 litros de água), gaiolas, equipamentos e pássaros. É indispensável que o produto seja pulverizado nas paredes e estantes. O SBP também pode ser usado, contudo, como se volatiliza rapidamente, o risco de reinfestaçâo é maior.
20 - PIPOCAS DAS PATAS
Sintomas: inchação das juntas e furúnculos nas patas.
Tratamento: Aplicar pomada Nebacetin até a cura e dar na água 5 gotas de Benzitrat.
21 - STREES
Sintomas: O pássaro fica sonolento, abatido. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumulto dentro do canaril provoca agitação nos pássaros, causando-lhes stress.
Tratamento: administrar vitaminas: Potenay 812, ou Vita Gold (5 gotas no bebedouro) e farinhada reforçada com Rosivolt, maça, verdura e jiló.
22- INFERTILIDADE
Sintomas: ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução. A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.
Tratamento: vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidos aos pássaros para que na época da reprodução estejam em forma. E recomendável adicionar em 1 quilo de farinhada seca 2 gramas de Vitamina "E" em pó.
23 CANDIDIASE
Sintomas: Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vômitos e às vezes diarréia.
Tratamento: Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são
conseguidos com Micostatin (1 gota no bico) e 8 gotas no bebedouro. Nizoral (1 comprimido transformado em pó adicionado a 1 quilo de farinhada seca) também produz bom efeito.
24 COCCIDIOSE
Sintomas: A cossidiose raramente provoca mortes rápidas. As penas ficam eriçadas, a ave fica abatida surgindo 0 osso do peito saliente, chamado de peito de falcão. Desidratação e diarréia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura.
Tratamento: Vetoco, Coccirex e Amprolium. Os medicamentos devem ser ministrados de acordo com as bulas. Recomenda-se adicionar a farinhada complexo vitamínico e Hidrax  ou Pedyalite.
25 ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA
Sintomas: O tratamento é difícil; o ideal é prevenir tratando as sementes com um alumino silicato (seqüestraste). De qualquer forma a cura pode ser tentada com Ancotil na dosagem de 120 a 250 mg por quilo de farinhada seca, oferecida por 3 dias.
Movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita freqüência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.
Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos específicos, contudo, algum resultado pode ser conseguido com NF 180 (2 g para 1 quilo de farinhada seca) e complexo vitamínico para melhorar a resistência.
26 ÁCAROS RESPIRATÓRIOS
Sintomas: acesso asmático repentino, porém mais freqüente à noite e à tardinha, ou depois de se alimentar. Respiração penosa, sibilante, com assobio. Acesso de tosse com expectoração contento muitas ácaros. Plumagem em desalinho, abertura do bico sincronizado com os movimentos respiratórios. Após as crises, os pássaros voltam ao estado de aparente normalidade. A presença de ácaros respiratórios Sternostoma Traqueacolum - ocorre, em maior ou menor grau, na maioria dos criadouros.
Tratamento: isolar o pássaro doente. Desinfetar as gaiolas todos os dias com solução Biocid na proporção 2 ml por litro de água. Aplicar vacinação adotando o processo de arrancar algumas penas da coxa do pássaro, esfregando, levemente, uma gota de Ivomec. A medição deve ser repetida 15 dias após e na segunda aplicação da vacina não havendo melhora do pássaro, o mesmo não está acometido de ácaros, devendo ser tentado outro tratamento.
27 - CARÊNCIA DE VITAMINAS
Sintomas: falta vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. Os machos não cantam e de modo geral pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola.
Tratamento: oferecer 5 gotas de Potenay B12 ou Vita-Gold em bebedouro de 60 ml de água, diariamente. Alternar com Ferro SM no bebedouro por período de 15 a 20 dias. Alimentação enriquecida com maça, jiló e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banhos nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A farinhada com ovo cosido não deve faltar.

LEMBRE-SE, PROCURE SEMPRE A ORIENTAÇÃO DE UM VETERINÁRIO!
UM BOM DIAGNÓSTICO É SEMPRE O CAMINHO MAIS CURTO PARA A CURA.

Doenças

DOENÇAS
Manuel Falcão
Em caso de doença, não deixe nunca de consultar um médico veterinário. Só ele poderá
efectuar um diagnóstico correcto e prescrever o tratamento mais adequado. Ainda que
tenha um diagnóstico correcto das doenças das suas aves, lembre-se que as bactérias
desenvolvem resistências e como tal só as conseguirá combater com uma análise de
sensibilidade solicitada pelo seu médico veterinário.
Toda a informação constante neste capítulo, foi efectuada com base em pesquisas, pelo
que qualquer incorrecção detectada deverá ser comunicada para se proceder á sua
correcção.
Além do quadro resumo abaixo apresentado, deverá consultar a páginas aqui
mencionadas, onde encontrará uma informação mais pormenorizada sobre as diversas
doenças.
Sempre que forneça antibióticos ás suas aves, deve fornecer conjuntamente Vitaminas,
Aminoácidos e Próbioticos reconstituinte da flora intestinal da sua ave.
Nos casos em que os antibióticos tenham tetraciclinas, deve retirar o GRIT das gaiolas,
dado que os sais de cálcio desactivam o antibiótico.
Leia atentamente as contra-indicações pois existem antibióticos que nunca se podem
misturar e procure sempre aconselhar-se com um médico veterinário.
Lembre-se que a melhor medida de controlo e prevenção de doenças é a limpeza e
desinfecção das gaiolas (evitando a propagação de doença), assim como a criação de
uma quarentena, separada fisicamente do local onde tem o seu plantel de aves
(evitando o contágio do seu plantel por aves que provavelmente possam estar
infectadas).
1 . Doenças Infecciosas
1.1 BACTERIANAS (bactérias)
Enterites bacterianas: (E.coli, Salmonella, Shigella) provocam alteração do estado geral
das aves, fezes pouco consistentes, hemorrágicas, escurecidas, ou muito claras, além
de alta mortalidade de filhotes na primeira semana de vida. Os agentes podem ser
primários ou manifestarem-se secundariamente a outras afecções, sendo o diagnóstico
laboratorial (exame de fezes) e o tratamento altamente específico (grande resistência a
antibióticos).
- CÓLERA OU PASTEURELOSIS
- CORIZA
- MICOPLASMOSIS
- ORNITOSIS
- COLIBACILOSE
1.2 VIRÓTICAS
Enterites Virais: acontecem mais raramente nas criações, mas podem se tornar
altamente letais quando entram em secundariamente a outras afecções que podem
fragilizar o sistema imune da ave (Newcastle, Varíola, etc). Os sistemas podem ser os
mais variados e o melhor remédio é a prevenção com uma boa nutrição e uma
desinfecção correcta.
- NEW CASTLE OU PARAMIXOVIRUS
- ADENOVIRUS
- DIFTERO VIRUELA
- HERPER / SARNA
- TUBERCULOSE
1.3 MICÓTICAS (fungos)
Enterites Tóxicas: provocada por alimentos contaminados por toxinas (fungos, bolores e
agro tóxicos). Provocam mortalidade em massa e mesmo após identificação e
eliminação do problema, os sintomas persistem por algum tempo. Cuidado na compra
de sementes e também no seu armazenamento!
- ASPERGILOSIS
- MUGUET OU CANDIDIASIS
- PROVENTRICULE
2. Doenças Parasitárias
Enterites por protozoários: são as famosas coccídioses que atormentam criadores,
principalmente de pintassilgos. As aves desenvolvem uma diarreia que pode ser
mucosa, catarral ou hemorrágica, dependendo do agente, seguida de perda de apetite,
anemia profunda e morte. São de difícil tratamento sendo necessário, as vezes
associação de medicamentos.
2.1 Parasitas Internos
- Coccidiosis
- Ascaradiosis— Ascaradiose
- Capilariosis (Capilariose e Heteraquiose)
- Teniasis
2.2 PROTOZOÁRIOS
- Plasmodiosis ou Malária
- Haemoproteosis
- Trichomoniasis
2.3 PARASITAS EXTERNOS
- Piolhos
- Ácaros
- Ácaros das penas
- Ácaros vermelhos
3. Doenças Diversas
- Raquitismo
- Conjuntivite
- Ácaro da Traqueia
- Asma
- Almofada nos pés
- Crescimento Retardado
- Doença Óssea Metabólica
- Descoloração das Penas
- Síndrome da Desnutrição Crónica
- Hipo vitaminose A
- Obesidade
- Fígado Gordo
- Aterosclerose
- Deficiência de vitamina K
- Imunodeficiência
- Alimentos Tóxicos
- Medicamentos
- Vírus Polioma (APV)
- Doença de Pacheco (PVD)
- Bico Psitaciforme e Doença de Pelagem (PBFD - Psittacine Beak and Feather Disease)
- Suor das Fêmeas

Cores que crio

Vermelho Nevado
Vermelho Intenso
Amarelo Nevado
Agata Vermelho Mosaico
Acetinado Prateado

Filhotes 2010



Como anilhar os filhotes


Com 5 a 7 dias os filhotes devem ser anilhados, estes dias variam de espécie para espécie se o canário é de porte ou de cor.
A anilha é de alumínio e contém dados referentes ao canário e criador, assim como: ano de nascimento da ave, número da ave e criador, (sem esses dados não terá condições de saber a procedência do pássaro, só os sócios poderão adquirir as anilhas que são individuais), sigla da sociedade que pertence e a sigla da FOB Federação Ornitológica do Brasil, responsável pela fabricação e fornecimento das mesmas.
As anilhas devem ser colocadas na perna direita do pássaro e permanecerá pelo resto de sua vida; cuidado para não deixar passar a época de anilhar as aves, passando este período a anilha não passa e se forçar pode quebrar o dedo da ave, por este motivo recomenda-se ter um livro para anotações e controle sobre a criação.
A anilha é fechada e não permite falsificação da identidade do pássaro.
 


PROCEDA COMO MOSTRADO NAS FIGURAS ABAIXO.
1)
2)
3)
4)

Retirado do criadouro Kakapo

http://www.criadourokakapo.com/index.php?secao=artigocor000107

Como cortar as unhas?



       Pega-se no canário e segurando-o firmemente, olham-se as unhas contra a luz. Ver-se-á que existe uma pequena veia dentro da unha. Localizando esta veia corta-se a uns 2 a 3 mm abaixo da veia. Tem que se ter o cuidado para não cortar este vaso sanguineo, pois poderá causar infecções ou até a morte do canário através de hemorragia. Caso acidentalmente isto ocorra cauterize o local com um palito de fósforo ainda quente, com uma faca ou coloque uma solução cicatrizante.

Saiba identificar a diferença entre o macho e a fêmea

A fêmea possui a cloaca mais arredondada
O macho possui a cloaca ponte aguda


       A visualização se torna mais facil na epoca de cria quando os canarios estão prontos para se acasalarem.
      Outra diferença é que a fêmea não canta e o macho canta.

Nomenclatura da estrutura de penas do canario

Conheça as penas dos canarios

Nomenclatura dos ossos do Canário

Conheça os órgãos internos do canário

A canaricultura para novatos

iNÍCIO - comece a atividade com apenas três casais de canários-belgas e com a finalidade da criação definida. Se, por exemplo, a intenção for participar de concursos e exposições, é indicado escolher pássaros com cores predeterminadas. No entanto, seja qual for o interesse pela criação, os canários devem ser saudáveis, jovens, com plumagem brilhante, pés sem inchaço e respiração silenciosa. Uma gaiola para cada casal é o suficiente, mas é bom adquirir mais unidades de reserva para os futuros filhotes.


AMBIENTE - o local de criação precisa ser bem arejado e contar com boa incidência de luz. Recomenda-se manter a temperatura em torno de 25 graus e a umidade relativa do ar a 60%.


GAIOLAS - as medidas adequadas para as gaiolas são 80 x 50 x 60 centímetros. Os modelos retangulares, com mais espaço, são os mais indicados. Devem possuir suportes do lado de fora para encaixar bebedouros e comedouros. Do lado de dentro, devem ter uma grade vertical removível, para separar o macho da fêmea fora do período de cruzamento. É importante que o piso seja uma grade sobressalente sob uma bandeja, que pode ser forrada com papel absorvente ou com folhas de jornal, o que torna a limpeza mais prática.


ACESSÓRIOS - os poleiros devem ser de madeira, com ranhuras e elípticos, com dez a 12 milímetros de diâmetro e ligeiramente achatados. Para os bebedouros e comedouros, escolha os do tipo meia-lua. Utilize três comedouros, pois os canários fazem três refeições diferentes durante o dia. Evite o acúmulo de sujeira nos bebedouros com lavagem diária, utilizando bucha e água corrente.


HIGIENE - As tarefas No canaril devem se constituir em uma rotina a ser seguida pelo responsável pelo tratamento das aves. As seguintes operações devem ser realizadas:
  • A água deve ser trocada e as sementes sopradas e renovadas diariamente. A prática de se misturar sementes de várias gaiolas é absolutamente contra indicada, pois contribui para a disseminação de doenças.
  • A cada três dias o forro de papel das bandejas deve ser trocado. Alguns criadores colocam várias folhas de  forro e vão retirando uma por dia; essa prática não funciona quando é oferecido água de banho para os canários, pois as folhas de baixo acabam ficando molhadas. Já existem folhas de forro absorventes nas lojas especializadas e associações, porém podem ser usadas folhas de jornal para este fim.
  • Quinzenalmente as grades e os poleiros devem ser escovados, raspados e lavados preferencialmente em uma solução constituída por 1 litro de água sanitária e 4 litros de água comum. Esta solução pode também ser utilizada na lavagem dos bebedouros (também quinzenalmente) e comedouros (mensalmente).
  • A colocação de banheiras para a higienização dos pássaros é muito importante e deve ser feita pelo menos por três vezes na semana.
  • Os banhos de sol são importantes para a fixação das vitaminas e minerais. Neste aspecto convém expor as aves ao sol da manhã, por períodos não muito prolongados (de 15 a 30 minutos), pelo menos uma vez por semana.


ALIMENTAÇÃO - para alimentar o canário-belga não há muito segredo. Ovo cozido, couve, almeirão, alpiste e também ração balanceada podem ser oferecidos na primeira fase da vida. Ração especial para os filhotes pode ser encontrada no varejo. Abasteça os comedouros para que os pais mastiguem e, em seguida, regurgitem essa pasta na garganta dos passarinhos.


REPRODUÇÃO - A reprodução dos canários acontece no período dos meses de agosto a dezembro. Normalmente faz-se o acasalamento na segunda quinzena de julho para que, no início de agosto, já possam ser realizadas as primeiras posturas. 
Para a reprodução, devem ser observados os seguintes itens:
  • É de todo conveniente que a escolha dos casais seja feita com critérios, isto é, que se saiba o filhote que se está buscando. Seja pela cor, pelo porte ou canto.
  • O futuro casal deve estar pronto para a empreitada. Batem muito suas asas, piam chamando o sexo oposto e as fêmeas apresentam um inchação bastante saliente próximo da cloaca.  
  • Para o acasalamento, macho e fêmea devem ser mantidos separados pela divisória da gaiola até que se note trocando comida pela grade. Estarão prontos para se juntarem sem brigas. 
  • O ninho adequado é aquele em formato de taça, com forro de espuma ou flanela. O uso de forros de carpete pode ocasionar acidentes com os filhotes ou mesmo com a canária, pois suas unhas poderão se prender às fibras. Deve ser oferecido ao casal material para acolchoar o ninho tipo fios de saco de aniagem com 5 cm de comprimento ou mesmo algodão desfiado. 
  • A postura dos ovos se dá sempre nas primeiras horas da manhã, período no qual a fêmea necessita de muito sossego, evitando-se que ela tenha dificuldade na postura ou abandone o ninho. Após a postura de cada ovo, devemos retira-lo, guardando-o num recipiente com algodão e substituindo-o por um ovo de plástico (indez). Quando o último ovo é posto, reconhecido por sua cor esverdeada escura (a postura normal é de quatro a seis ovos), retornam-se os primeiros ovos. Isto garantirá o nascimento dos filhotes no mesmo dia, fazendo com que sejam do mesmo tamanho e cresçam uniformemente, evitando-se a perda dos menores.
  • A incubação ou choco dura em média de 13 a 14 dias. 
  • Após 7 dias de incubação pode-se saber se os ovos estão fecundados fazendo-se sua observação contra uma luz forte, pois apresentarão pontos escuros em seu interior.
  • Até o nascimento dos filhotes, a canária deve ter banho à sua disposição, permitindo um aumento da taxa de umidade do ninho, facilitando o nascimento dos filhotes na árdua missão de quebrarem a casca dos ovos.
  • Entre 5 e 7 dias de idade, os filhotes devem ser anilhados conforme apresentamos na figura. É uma operação delicada que deve ser feita por pessoa experiente. 
  • De maneira geral as canárias são boas mães, não necessitando de quaisquer outros cuidados. É suficiente o fornecimento da alimentação rica e abundante, sobretudo farinhada amassada com gema de ovos (cozidos por mais de 20 minutos e na proporção de três colheres de sobremesa de farinhada para cada gema), . Entretanto se uma canária choca mal ou não trata dos filhotes, o que acontece entre aves de raça, podem ser empregadas canárias comuns (pintadas) no papel de amas-secas para esta tarefa. Filhotes rejeitados pelas mães podem ser transferidos para outro casal aproximadamente da mesma idade.
  • Pouco tempo após os filhotes abandonarem o ninho, a canária inicia um novo ciclo reprodutivo. Neste ponto, convém colocar a divisória da gaiola, separando os filhotes do casal. Esta medida permite que os filhotes continuem sendo alimentados pela grade até sua emancipação total e, por outro lado, impede que a canária arranque penas dos filhotes para forrar o novo ninho. Normalmente os filhotes podem ser separados em definitivo dos pais com 28 dias. Observe-os bem nos primeiros dias de separação verificando se conseguem alimentarem-se sozinhos.
  • Uma canária não deve incubar mais de quatro ninhadas por ano, mas com o auxilio de amas poderá realizar até seis posturas.